sábado, 12 de fevereiro de 2011

RESIDUAL


Pintura de Francis Bacon




    






















     José Antônio Cavalcanti


Cardume de verbos
na piscina da página
funda
manhã submersa:
o que se vê
não é o que se pesca;
o que se ouve
é o peixe que escapa
em águas indescobertas;
o que se guarda
é a acidez da memória
oxidando gestos incompletos.

 

3 comentários:

  1. Agridoce!
    Parabéns pelos seu textos.
    Walnize Carvalho

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  2. Gostei desta poesia.Como todo o bom poeta, tu nos deixa navegando num emaranhado de sonhos e realidade. Parabéns
    Irene.

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  3. Lindissimo!!! belas palavras..

    Gosto também da tela do Francis Bacon

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