terça-feira, 24 de julho de 2012

A taça


O bebedor de absinto, Pablo Picasso




















  



A TAÇA

Acaso haverá
ou destino
nessa taça com a qual brindamos
todas as formas de desatino?

O que nela se esvazia
somos nós vazando
matéria e energia?

Ou tudo é passagem secreta
a dimensões inéditas
onde nos dispersamos?

É grave ação da gravidade,
submersa gramática de pecados
ou música incandescente,
o som das sílabas
espalhadas em cacos pelo chão?

Um comentário:

  1. Me agradan los versos, sobre todo los que hablan de existir, de ser, saludos.

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