terça-feira, 6 de agosto de 2013

Dicamus bona verba

Rinoceronte, de Albrecht Dürer


















Para alimentar a fome
de rinocerontes de plásticos
os cestos transbordam
membros decepados dos mortos.

Os azuis, mais vorazes e velozes,
traçam as partes mais carnudas;
os vermelhos, dramáticos e morosos,
babam carnes flácidas em nacos;
aos amarelos, as batatas.

Rinocerontes de outras tonalidades
estão fora do mercado.


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