quarta-feira, 15 de outubro de 2014
domingo, 12 de outubro de 2014
sábado, 11 de outubro de 2014
Onde nascem as tempestades
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Regalo
![]() |
| Liana Filimonov |
impossível degustar
o aroma da manhã
páginas não
escritas
nublam a descoberta
do sabor
esqueço de
desfiar
o fio de azeite
sobre a salada
de nuvens
sem óculos
a mesa quase em
branco
o cerne do saber
decerto
fora da travessa
de cherne
tudo o que se
quer
a polpa dulcíssima
do teu corpo
do outro lado da
mesa
o céu aberto
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Nênia para Loukanikos
Nênia para Loukanikos
Caninos cravados
nas pernas de
vermes
agora jazem em
silêncio.
Argos anárquico
a liberdade nos
pelos
na luta
nas ruas
onde gregos em
guerra
contra as moedas
de novos persas
reinventam asTermópilas.
Quem disse que
cão
que late não
morde
dirá o quê
sobre cães que
se insurgem? quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Cidade abandonada
![]() |
| Sebastião Salgado |
Virão os búfalos em manadas
Fogo nos olhos e nos
cascos
Os cornos de vidro e
plástico
Espetando o céu de
dúvidas
E asco entre fios
telefônicos
E as copas de árvores
murchas
Manchando de caos o
progresso
Gravado em cartazes
gigantescos
Acima de marquises e
sonhos
De consumo de zumbis
sintéticos
Filhos de estatísticas
perversas
E de psicolonialismo voluntário
Os búfalos dispostos a
despropósitos
Disparam rancor e
ressentimento
A cegueira condenatória
do inconformismo
saliva inevitável
ausência de sobreviventes
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Como disse Cartola: "disfarça e chora"
domingo, 5 de outubro de 2014
A matéria escura da linguagem
sábado, 4 de outubro de 2014
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
A caminho da Colônia Juliano Moreira
A caminho da
Colônia Juliano Moreira
vejo meu irmão
com um envelope amassado no peito
do outro lado da pista
da Linha Amarela.
Morto há mais de uma década
parece não se importar
com o tempo,
o corte de cabelo
e a roupa fora de moda.
Não posso parar
(o que teria a me dizer
virá escrito em sonhos).
Vou buscar minha mãe
no leito 13
antes que a noite desabe
a promessa de dilúvio no horizonte.
Não consigo encontrá-la,
o leito se esvazia
à medida que líquidos misteriosos
buscam veias perdidas.
Atrás do soro pendurado
na ferrugem de velho suporte metálico,
mulheres de branco
lembram almas do outro mundo.
Não encontro no Google
o caminho de volta.
vejo meu irmão
com um envelope amassado no peito
do outro lado da pista
da Linha Amarela.
Morto há mais de uma década
parece não se importar
com o tempo,
o corte de cabelo
e a roupa fora de moda.
Não posso parar
(o que teria a me dizer
virá escrito em sonhos).
Vou buscar minha mãe
no leito 13
antes que a noite desabe
a promessa de dilúvio no horizonte.
Não consigo encontrá-la,
o leito se esvazia
à medida que líquidos misteriosos
buscam veias perdidas.
Atrás do soro pendurado
na ferrugem de velho suporte metálico,
mulheres de branco
lembram almas do outro mundo.
Não encontro no Google
o caminho de volta.
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