Mais um poema em Mallarmargens - Revista de poesia e arte contemporânea
quinta-feira, 14 de abril de 2016
quinta-feira, 7 de abril de 2016
Poemas da página que falta: Os bárbaros
Poemas da página que falta: Os bárbaros: os bárbaros nos deixam assim todo sábado ouvimos gargalhadas lançadas feito moscas ...
segunda-feira, 28 de março de 2016
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domingo, 27 de março de 2016
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Poemas da página que falta: As luas de Saturno: As luas de Saturno preciso sair das palavras não me guardar em sílabas remontáveis ad infinitum atrás das ...
sexta-feira, 25 de março de 2016
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Poemas da página que falta: Samuel Beckett: Man Ray: “Dora Maar” 1936. París Fragmento de O inominável , de Beckett "... eu sou em palavras, palavras dos outros, que ...
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Poemas da página que falta: William Shakespeare, fragmento de Macbeth: William Shakespeare , fragmento de Macbeth {tradução de Bárbara Heliodora) Amanhã, amanhã...
sábado, 5 de dezembro de 2015
Nuvens
todos os lados de uma nuvem
mas logo tudo o que eu contava
se desmanchava
e outra forma
me obrigava a recomeçar
a olhar de lado
até que a nuvem inteira
mais suja e cheia
integrou-se à outra maior
e incontrolável
eram tantos os lados
ocultos por paredes de prédios
de insuportável arquitetura
que o céu pôs de lado o azul
e todas as nuvens se recolheram
ao lado escuro
onde só os sonhos contam.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Ocupação
Ocupação
Ocupam os alunos
as escolas
quando o governo
vira as costas
à educação.
Ocupam os alunos
as escolas
quando o governo
não se culpa
pela merenda de ódio
ofertada a crianças e
adolescentes.
Ocupam os alunos
as escolas
quando o governo
não ocupa lugar
em rodas de leitura
ou rodas de samba.
Quem dera
os estudantes
ocupassem
- por mínimo que
fosse -
algum circuito
danificado
capaz de explodir
a alma de gelo do
governo.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Dez bailarinas mortas
manchavam a manhã.
Mãos amarradas nas costas,
pernas exaustas de pavor,
arrumadas na última coreografia
da dança da morte.
Meninas de cabelos presos
e sonhos soltos no palco,
escondiam - num salto - sorrisos
e palavras carregadas de graça,
leveza, poesia, determinação.
Romina, Letícia, Dalva, Bia, Nina,
Laura, Gislaine, Maria, Thaís e Rô
(Marta foi a única que escapou).
Dez bailarinas mortas
manchavam a manhã.
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Livro de contos
Os extermineradores não têm alma
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| Parque Estadual do Rio Doce |
Os
extermineradores não têm alma
Inunda a lama
mais que um rio,
a vida.
Fora da via
coletiva,
o sonho desfeito:
rio fora do leito.
Clara, só a água
que emana do peito
e do sonho
de quem não nega
nem negocia
o verde, as palavras
e a poesia.
Primavera dos Livros 2015
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