segunda-feira, 8 de julho de 2013
terça-feira, 2 de julho de 2013
Poemas do livro perdido - IX
*
O caminho da experiência
não é mais a experiência do caminho
não há paradas
para trocas de bateria
ou mergulho
não há alívio
integral
a queda livre
no abismo
nada nos salva
da batida
acelerados
os caminhos
agora
(as margens migraram)
a fruição
entrega completa
a impérios
imperativos kantianos
teomercadologico
livro de exigências
aberto
em ritmo de insuportável
velo/voracidade
Ovídio, a experiência
não solda mais
o tempo (tempus edax rerum)
perdida a cola
de nosso rosto
*
Poemas do livro perdido - VIII
Poemas do livro perdido - VII
*
infantia
O estilete
anunciava na cera
originária
um livro de maravilhas
azul ferrete
o lugar da infância
antecipava
a experiência como perda
belos os dias
de balbucio e improviso
em que os sons
vasculhavam rumo
isso a infância;
país de passagem
onde descobrimos a voz
para logo perdê-la na travessia
isso a infância;
experiência e engano,
o que vem depois
sempre aquém da medida
isso a infância;
osso e diamante.
*
Poemas do livro perdido - VI
Poemas do livro perdido - V
Poemas do livro perdido - IV
*
“O mais sublime ofício da poesia é o de conferir sentido
e paixão às coisas insensatas.”
- Giambattista Vico –
Liga
entre caos
e suposta consciência,
cola
Valéry
no poema ouroboros
oclusão
círcular
do anel oco
tu és pó
e ao pó retomarás
tu és nada
e ao nada arrostarás
tu és oco
e ao oco preencherás
de resíduos
vazio
ruídos
*
Poemas do livro perdido - III
Poemas do livro perdido - II
*
De doer a vista
você
casaco rosa
botões fora de casas
mangas puídas
à altura dos cotovelos
óculos sobre sardas
sombrinha azul-turquesa
com luas penduradas
do outro lado caramelo
a bolsa de lona púrpura
e espelhos espalhados
estufadas sílabas
no estojo aveludado
a boca
cofre vermelho vivo
(arrasta sandálias de couro
e palavras)
você
logo na entrada mais larga
sob cartaz “Happy hour”
olhos fixos no relógio
doida para dar o fora
*
Poemas do livro perdido - I
Nosferatu apodrece mas não morre
Caninos nas ruas,
patrulhas SS estelares,
bombas de efeito imoral.
O Estado apresenta
sua lógica terminal,
carro blindado
contra o gozo coletivo.
Nos castelos
brioches, maços e maços de cédulas
e medo,
muito medo.
Nosferatu
no entanto sempre nadou
em sangue alheio
e assoprou o mesmo
como se nunca mais como antes.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Assinar:
Postagens (Atom)
loading..





.+una+novela+en+las+paredes+de+la+carcel....jpg)





