quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Uns vão em frente, outros para o lado, alguns a lugar nenhum; há os que seguem para o alto, vistos por todos aqueles que param. Prefiro ir para o fundo.



























a.l

Nenhum livro irá me salvar
por isso lanço
o puro e o impuro
ao mar

a.ll

Em cestos gigantes
górgonas nas engrenagens
de horas gangrenadas
fazem água
para lavar poemas
com panos quentes

a.lll

descosturados
nexos
em epiderme
imantada
por ilhas em desmanche
soçobram
manchas na página
sem ondas

a.quatro

o puro e o impuro
em puçás
de anônimo pescador
é o que me basta





Um comentário:

  1. ... sempre estamos com "panos quentes" em nossos poemas!
    [ ] Célia.

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