quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Variação para código penal e pandeiro
Sete poemas em Mallarmargens
Sete poemas do livro inédito “O banhista noturno” fugiram ao meu controle e pediram asilo à República Mallarmargens. Estão refugiados em:
http://www.mallarmargens.com/2013/09/o-que-vi-quando-bicicleta-levantou.html
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Poema em Mallarmargens
Mais um poema meu com lentes desfocadas em Mallarmargens
domingo, 1 de setembro de 2013
sábado, 31 de agosto de 2013
Máquina de moer versos II
Era glacial
![]() |
| Trabalho do pintor espanhol Dino Valls |
A fila da sorveteria
abrigava geleira
quando a blusa azul
(o vento nas mangas
bordava um buraco negro
no qual desaparecia
a metade à sua frente
e todos atrás de você
se dissolviam no ar)
sacava pedras de gelo
de olhos verdes
virados para a ardósia
do muro,
cartazes antigos na gordura.
Arremessá-las
enlaçadas em fitas e risos
nervosos
contra o velho lobo ladino
exercício inútil.
Seu gelo,
Seu gelo,
meu osso.
Carona para o inalcançável
![]() |
| Trabalho de Dino Valls, pintor espanhol |
você abria o vidro
com a mão direita
apesar do cigarro
e do rádio
aberto no peito
espalhando
as pérolas negras
de luiz melodia ao vento
não eu não podia ler
placas
destinos
quilometragens
suas gargalhadas
atravessavam a estrada
quando minhas mãos
invadiam desvios
então você lançava fumaça na minha cara
e puxava meus óculos
a mais de cem por hora
o tempo
espalha os que se amam
estrada afora
mas há caronas
que vão muito além
de qualquer viagem
como se nos dissessem
que na vida
só vale o que se extravia
com a mão direita
apesar do cigarro
e do rádio
aberto no peito
espalhando
as pérolas negras
de luiz melodia ao vento
não eu não podia ler
placas
destinos
quilometragens
suas gargalhadas
atravessavam a estrada
quando minhas mãos
invadiam desvios
então você lançava fumaça na minha cara
e puxava meus óculos
a mais de cem por hora
o tempo
espalha os que se amam
estrada afora
mas há caronas
que vão muito além
de qualquer viagem
como se nos dissessem
que na vida
só vale o que se extravia
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Ítaca em risco
![]() |
| Instalação de Ernesto Neto |
Mínimo
mover-se
de exímia
Penélope
ainda viva
em exumação
sonha
a volta da nave
do falso Ulisses
antípodas
a nímios
desejos
mãos
esguias e esquivas
em exercício
insalubre
cerzem
solidão
em modo
de segurança
até um nervo
estilhaçar
toda espera
ao pulverizar
enxofre e gesso
nas veias azuis
da memória marinha
vaza de cada cicatriz
o vinho do não retorno
Hai cai fora de padrão
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Mallarmargens - 1 ano
Na edição XV (agosto, ano III) do jornal RelevO uma edição impressa comemorativa de 1 ano de Mallarmargens.
Meu poema "Helena Destróier" está na página 7.
Meu poema "Helena Destróier" está na página 7.
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